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26 E 27 DE SETEMBRO

4º EDUC AÇÃO...
10/06/2008

GACEA NA BAHIA FAR...
18/09/2007

Palestra Reitor da...
Enviar novo Recado!

6 de Janeiro | Almanir
Marli / Ana Amélia e funcionários do GACEA,desejo à vcs muito sucesso neste ano de 2009. Beijão

10/07/2008 | Prédio Novo!
Meninas! Fomos ver o novo prédio, onde será a nova sede do GACEA. Nossa, que maravilha! Valeu aguardar.

24/08/2007 | Carlos Alberto de Faria- Palestrante 3º Educ Ação
Olá Ana e Marli: Este é o primeiro momento que eu tenho, nesta semana, para agradecer a oportunidade que vocês tão gentilmente me propiciaram. Desculpe-me a demora do retorno. Adorei conhecer duas moças, corajosas e empreendedoras, que batalham pela única saída do nosso país: a educação. E batalham por isso numa cidade ao mesmo tempo viçosa e sem recursos, pujante e interiorana. Essas contradições, com certeza, constituirão um povo com uma cultura ímpar e forte, que se fará ouvir no restante do país. E vocês duas estão imersas, engajadas na construção proativa desta cultura. Adorei também a platéia, participante, ativa, interessada. A Merkatus e eu estamos ao inteiro dispor da GACEA, abertos a colaborar, tanto pessoal, como virtualmente, com os seus projetos, em tudo aquilo que vocês nos julgarem aptos e parceiros nos seus caminhos, nas suas empreitadas. Muito obrigado também pela receptividade e pelo carinho. Um grande abraço em cada uma das duas, Carlos Alberto de Faria

26 de Junho | Júlio Cesar
Parabéns ao GACEA pelo dinamismo, profissionalismo e talento. Minha cidade, Leopoldina - Zona da Mata de Minas Gerais, orgulha-se em acolher, através do GACEA, os ciclos de preparação ao Mestrado, cuja conclusão será em Lisboa, na Universidade Lusófona. Tradicional cidade no setor cultural da região, Leopoldina sedia, pela primeira vez evento desta envergadura. Já no primeiro módulo (22, 23 e 24-06) tivemos a mostra do que será o Mestrado. Já participam pessoas de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Argirita, Cataguases, Muriaé, e Leopoldina. E muitas outras estão chegando. Convido a todos os que desejarem, participar do Curso. Abraços. Júlio.

20/04/2007 | Anônimo
Tenho lido os seus textos no jornal Classe A, parabéns e continue escrevendo.

05/12/2006 | Anônimo
Voces sao dez! Gostei. Aprendi muito. Espero que retornem em Barra para nos passar mais conhecimentos!

05/12/2006 | Josileide Cavalcante
Meu nome é Josileide e participei do semenário em Barra. Estou lhes escrevendo somente para agradecer pelas contribuições que vocês nos trouxeram. Sai rapidinho do auditorio e nem me despedi de vcs...mas isso foi pq não consigo fazer despedidas sempre choro... e sempre sinto vergonha por chorar. A musica me emocionou , é sempre assim! Mas é porque foi positivo. Espero que esse seja o 1º de muitos momentos de aprendizagem para nós. Fiquem com DEUS! " Há momentos que uma vida inteira não se apagam. Ter participado do seminário aqui em Barra-BA, com certeza foi um desses. Foi gratificante"

05 de Novembro de 2006 | Amaralina Guimarães
Adorei o seminário que houve em Ibotirama... Espero que aconteça mais. As palestrantes são otimas!!


Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2012

Educação: Um longo caminho a ser percorrido

Ser Professor...


Para mim é fácil e ao mesmo tempo complicado falar de ser professor... É a profissão que escolhi... Assim, achei interessante colocar nessa coluna, para reflexão dos leitores e também em homenagem ao dia 15/10, dia do Professor no Brasil e, ao dia 05/10, dia mundial do Professor, uma série de escritos por grandes personalidades...

            João Cabral de Melo, Cecília Meireles, Mario Quintana..., através da poesia, unem suas vozes às palavras de nomes expressivos do mundo da Educação, como Paulo Freire, Marilena Chauí, Philippe Perrenoud, Rubem Alves...

E, deixando vagar nossas emoções, lembranças, imaginação, nos falam sobre os tecelões do futuro...

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

                                                                (Tecendo a Manhã -João Cabral)

            Sobre pessoas que marcaram e marcam nossas vidas...

"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos,
há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas
há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida
e nos marcam para sempre"

(Pensamento - Cecília Meireles),

            Sobre a mágica presença de estrelas...

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas"

(Das Utopias - Mario Quintana)

            Sobre mestres inesquecíveis...

"(...) Ele me ensinou quase tudo o que sei: não só o tesouro oculto nas páginas de cada livro fechado, não só a maravilha de cada pequena ou grande descoberta, não só a comunhão com autores e leitores, mas a sabedoria da vida cotidiana."

"(...) Esse é o verdadeiro mestre: o que não castiga, mas impele, o que não doutrina, mas desperta a curiosidade e a acompanha, o que não impõe mas seduz, o que não quer ser modelo nem exemplo mas companheiro de jornada (...)"

(Lembro-me dele - Lia Luft)

            Sobre a arte de ensinar e aprender, sobre conquistas, inquietações, recordações... Que nos fazem repensar o nosso papel enquanto professores e o papel do professor na vida de cada um. E, pensar sobre os nossos motivos para Ser Professor...

            São várias as razões que tornam uma profissão atraente. Grandes desafios, a possibilidade de ganhar notoriedade, o salário, as perspectivas que o mercado de trabalho oferece num determinado momento. E no caso do Magistério? São muitas essas razões?...

 

 Abaixo, você vai encontrar dez razões listadas não só por personalidades da educação, mas também por gente que sabe da importância do educador (fonte: revista Nova escola de 2001). Uma tentativa de homenagear, para mim, a mais nobre das profissões.

 

Para Rubem Alves, Educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas: Quem não ama o que faz dá pouco de si. Não se esforça. Bate cartão, cumpre protocolo. O amor move gestos e intenções, em qualquer profissão. Mais ainda naquelas em que se lida diretamente com pessoas. Que são diferentes de livros, armários, números... Tem coisa pior do que ser chamado de 26? Ou 12? Amor é vital. No trabalho, na vida, em tudo. Ao ver o rosto encantado e feliz da pequena aluna sob o olhar atento e carinhoso da professora, quem há de negar a importância do amor na educação?

Para Suzana Maringoni, Professora de Matemática em Florianópolis e foi eleita Professora do Ano 2000 no Prêmio Victor Civita: Ter um ideal e nunca esquecê-lo. Ser uma metamorfose ambulante em vez de ter aquela velha opinião formada sobre tudo, como cantava Raul Seixas. Não podemos deixar envelhecer sonhos, enrugar idéias. Quem perde a oportunidade de se renovar a cada dia, no contato com crianças e jovens cheios de desejos, desiste de viver, vira ultrapassado, neutro, passivo, incompetente, injusto consigo mesmo e seus alunos. Quem abandona ideais para de ensinar a ter esperança no futuro.

Para Marilena Chauí, Filósofa, escritora e professora da Universidade de São Paulo: Determinar o rumo de muitas vidas. Na escolha da carreira, talvez essa condição política não seja clara. Mas basta refletir. Você passa mais de 500 horas por ano sob o olhar atento de estudantes que buscam modelos a seguir. Queira ou não, suas idéias vão influenciá-los. É pelo exercício da razão que eles saberão conquistar espaços na sociedade. Que tipo de cidadãos queremos formar? Passivos e subservientes ou conscientes e ativos, capazes de transformar o destino?

Para Philippe Perrenoud, Sociólogo e Dr. em Antropologia, professor da Universidade de Genebra (Suíça): Planeta Terra, ano 2001. Mais de 870 milhões de analfabetos (hoje os números são maiores). Gente que não sabe escrever nem ler o próprio nome. Sem falar nos que ficam paralisados diante de um computador. Todos vivem à margem da Era da Informação. Ser um agente educador e poder contribuir para que esses números diminuam; levar o conhecimento a quem nunca teve a oportunidade de adquiri-lo e preparar os mais novos é honrar o ser humano. É ver o planeta como a própria casa. É um privilégio escolher uma profissão fundamental, tornar-se essencial.

Para Paulo Freire, educador (1921 – 1997): Como educandos ou professores. Para isso, é preciso aprender a pensar, a refletir e a rever posições e julgamentos. Capacidades dificilmente adquiridas num ambiente chato, sem estímulo, sem diálogo. O pensar exige exercício, não só de fórmulas matemáticas ou regras gramaticais. Improvise, promova discussões, aproveite situações simples para desenvolver o raciocínio e a reflexão.

Ninguém defendeu mais do que Paulo Freire o direito de sermos sujeitos de nosso conhecimento, de conquistarmos liberdade e autonomia.

Para Patativa do Assaré, poeta e cantador cearense: Há apenas três décadas, eram pouco mais de 30% os brasileiros que moravam nas cidades. A vida era na roça. Hoje, a maioria das escolas está no asfalto e a poesia do campo ficou de lado, assim como o falar e o modo de ser caipira. O sertanejo não combina com o cibernético, o futurista e o moderno. Mas quem aprende a amar a terra e sua diversidade e desenvolve o domínio das muitas linguagens utilizadas pelo homem descobre a beleza e a sensibilidade de um quadro. De uma fotografia. De uma poesia de cordel.

Para Gisela Wajskop, professora-doutora, especialista em Educação Infantil e formação de professores: Em voz alta ou em silêncio. Em grupo ou sozinhos. Nas aulas de Matemática, Ciências Naturais, Química, Educação Física. No recreio, a glória: a leitura por prazer. Assim deve ser. Descobrir que é possível viajar sem sair do lugar, através da palavra. Nas páginas de revistas, gibis, livros didáticos, contos, textos científicos e jornalísticos. O processo é longo e contínuo. Deve ser objetivo de cada professor fazer com que ele não termine nunca. Formar leitores competentes e críticos requer muito esforço, da pré-escola ao Ensino Superior.

Para Raí, ex-jogador de futebol, Diretor da Fundação Gol de Letra: Muitos de nossos professores optaram pelo Magistério na infância. Giz sobre a parede de casa, imaginava uma sala de aula cheia de alunos dóceis e interessada. Quando cresceram, a realidade se chocou com a brincadeira. Alguns desistiram. Outros continuam sem muita esperança. Outros, ainda, amadureceram e passaram a encarar os desafios. Comprometimento e dedicação são seus principais aliados. São respeitados porque respeitam alunos de todos os tipos: brancos, negros, portadores de necessidades especiais, preguiçosos, amorosos, agressivos, inteligentes.

Para Howard Gardner, Psicólogo e professor da Universidade de Harvard, autor do livro Inteligências Múltiplas: O professor espera que, a cada nova lição, os alunos adquiram mais conhecimentos. Pois os mestres também têm muito a aprender. Quem se imagina pronto limita seus passos e se condena ao envelhecimento. O trabalho deve ser um aprendizado constante. Por meio dele nos transformamos, desenvolvemos habilidades. A formação não termina com um diploma na mão. Nem dois, nem três. Não se pode deixar de ler, freqüentar seminários, fazer cursos, refletir diariamente sobre o trabalho. Porque é preciso disseminar a importância do aprender.

Para Dorina Nowill, professora especialista em Educação Especial, cega desde 16 anos: A escola é o lugar ideal para ensinar o que é respeito, justiça e democracia. Mas essa aprendizagem fica interrompida quando um aluno repete o ano ou um funcionário é obrigado a entrar pela porta dos fundos da escola. Educar exige transformar conceitos abstratos em atitudes concretas. Discutir a bestialidade das guerras no Oriente Médio é importante, tanto quanto impedir uma briga no pátio. Um clima propício à aprendizagem pede um espaço alegre e realista. Que não esconda as agruras do mundo, mas possibilite o prazer de estudar. Sem distinções.

Neste momento histórico, todos os ofícios viraram missões inadiáveis. Para nós, os professores, a missão maior é a de aprender e ensinar mais e mais...

Ana Amélia Junqueira

Consultora Educacional

GACEA/LEM

Site: www.gacea.com.br

e-mail: gacea@gacea.com.br